J's&N - Diário de Três Adolescentes.



Adolescentes, mas em primeiro lugar somos “pessoas”, humanas... Erros temos iguais a todos, aparências simples e comuns, mas interiores de grande valor. Semelhantes aparentemente e socialmente, mas histórias diferentes e pensamentos intocáveis.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu o tenho toda vez, eu tenho um pedaço seu em mim.

Foi lindo quando você veio em minha direção, mesmo sem entender como sempre, meu coração palpitava, eu tremia e suava frio. Tinha me esquecido o quanto era bom estar com você, te abraçar, sentir a sua pele quente.
Quando fugi do seu abraço e peguei em seus braços, reparei em seus lindos olhos que você chorava, bem de repente começou a ficar desesperado me implorando perdão, por não ter estado comigo esse tempo todo, e por tantas coisas mais que terias feito. Eu de novo te abracei bem mais forte e sem conter a emoção lhe roubei um beijo, esse momento parou por instantes, infelizmente, pois por mim eu ficaria o tempo todo apenas vivendo aquele acontecimento. Também tinha me esquecido como era sentir os seus lábios nos meus, era como se tudo o que um dia eu escolhi ter, estivesse vindo a mim, porque você foi sempre o que eu mais quis.
Quando me senti mais contentada com aquilo tudo, peguei em sua mão e o levei para um banquinho ali perto, em uma linda pracinha cheia de árvores altas e belas flores, não pude perder mais nenhum minuto com você, tinha tanto o que falar, como eu me sentia em sua ausência, quantas noites que pra mim viraram dias pela sua falta insuportável e o quanto eu estava feliz naquele momento.
Eu nunca tinha me sentido tão feliz assim em toda minha vida, era um sentimento tão forte que eu desconhecia, eu sentia nós dois sendo apenas um, e sentia também que finalmente ninguém poderia te levar de mim, porque dessa vez eu faria de tudo, daria todas a minhas forças pra impedir, pois eu não agüentaria que tudo acontecesse outra vez, eu não conseguiria te perder mais uma vez, eu queria te ter por toda a eternidade.
Eu falava tanto e você com toda a calma que eu nunca senti em você, apenas ouvia e sorria, mais eu sentia em você felicidade e contentamento. Quando a noite ia chegando, você me levantou pegando em minha mão e sem dizer sequer um ‘a’. Fomos caminhando ao por do sol que visualmente parecia estar no final da rua e quando eu sentia que finalmente aquilo tudo poderia ser meu, eu me frustrei, pois o sonho se desfez e então eu acordei.

Jaciany Bergamaschi Littig.

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